CÁLCULO SEGURO DESEMPREGO – COMPLETO

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É comum os empregados sentirem uma dificuldade na hora de fazer o cálculo do seguro desemprego, por isso resolvemos lhe dar uma ajudinha.

A partir do dia 17 de junho de 2015 algumas regras mudaram em relação ao cálculo também, então as dificuldades só aumentam, por isso, veremos a seguir tudo sobre a melhor maneira de calcular esse benefício.

QUEM TEM DIREITO AO SEGURO DESEMPREGO?

Garantido pela Constituição Federal, todo e qualquer trabalhador com carteira de trabalho que for despedido sem justa causa tem direito ao seguro desemprego.

Esse direito é intransferível, mas apresenta algumas exceções como: grave moléstia do segurado, morte do segurado, moléstia contagiosa ou impossibilidade de locomoção e ausência civil.

Podendo ser um trabalhador formal e doméstico, ou uma dispensa indireta, sempre sem justa causa, que não tenha renda própria, que não receba outro benefício previdenciário e que tenha trabalhado com carteira assinada durante 18 meses.

É valido lembrar que se o empregado for demitido de uma empresa e no dia seguinte contratado por outra empresa com a carteira novamente assinada, perde a concessão do benefício. É obrigatório como requisito o desemprego.

Pois, o intuito do seguro desemprego é dar um suporte financeiro enquanto o trabalhador procura um novo emprego.

foto da logo da Previdência Social

COMO É A FORMA DE PAGAMENTO?

Após a solicitação que é feita de 7 a 120 dias após a data da dispensa nas Delegacias Regionais do Trabalho – DRT, ou no Sistema Nacional de Emprego – SINE ou nas Agências credenciadas da Caixa, vem a hora do pagamento dos valores.

Então, quando se trata de seguro desemprego, o empregador tem que ficar atento a dois valores: o valor do seguro desemprego e a quantidade de parcelas que serão recebidas.

O Seguro desemprego é pago da seguinte maneira: 3 a 5 parcelas, sejam elas continuadas ou alternadas. E o valor das parcelas é ligado aos meses de ganho salarial.

O cálculo envolve uma média salarial dos últimos 3 meses de salário do empregado no antigo serviço. Pode ser de R$ 937,00 e tem um teto estabelecido, que no ano de 2017 foi R$ 1.643,72, mas há um aumento gradativo de acordo com o reajuste do salário mínimo.

Uma forma muito prática para a realização do cálculo é entrar no site de serviços da caixa, preenchendo o PIS e a senha.

Outro forma é aprender conosco. Vamos lá, o cálculo é feito da seguinte forma: Pega-se a média dos últimos 3 salários (valor bruto – sem descontos).

Se o valor for até ou igual R$ 1.450,23 multiplica-se por 0,80 – 80%. Se o valor ultrapassar R$ 1.450,24 até R$ 2.417,29, o que ultrapassar de R$ 1.450,23 multiplica por 0,50 – 50% e some com R$ 1.160,18.

Acima do valor de R$ 2.417,29 é pago o valor do teto dito acima R$ 1.643,72.

Já em relação as parcelas, elas são feitas da seguinte forma: Na solicitação da primeira (ou seja, na primeira vez que pediu a concessão do benefício), tem como exigências; comprovar o vínculo empregatício de no mínimo doze meses consecutivos ou não nos últimos dezoitos meses, com pessoa física equiparadas a jurídica ou pessoa jurídica, no período referente.

Então caso nesses 1 ano e meio você não tenha recebido o referente a 12 meses trabalhados, não terá direito ao seguro desemprego.

Na segunda solicitação, as exigências são; comprovantes de recebimento de salário por pelo menos 9 meses nos últimos 12 meses que antecederam à demissão, pagos por pessoa jurídica ou pessoa física equiparada a jurídica. Ou seja, se ficou 4 ou mais meses desempregado não recebe o benefício pela segunda vez.

Na terceira solicitação; basta a comprovação de recebimento de 6 salários nos últimos 6 meses.

Precisando de emprego?

seguro desemprego

Resumindo, a tabela do seguro desemprego fica assim.

  • Primeira vez: Direito a 4 parcelas
  • Segunda vez: Direito a pelo menos 3 parcelas
  • Trabalhou 12 meses dos últimos 32: Direito a 4 parcelas
  • Trabalhou 24 meses dos últimos 36: Direito a 5 parcelas (aqui independe de quantas vezes já foi solicitado)

Observações:

O valor da média dos 3 meses NÃO é o valor recebido pelo trabalhador.

No cálculo da média só se usa salários e meses completos (exemplo: se o trabalhador foi dispensado no dia 10, não se utiliza esse mês para fins de cálculo). Assim como, se ele não trabalhou 3 meses no emprego, utiliza-se apenas os meses em serviço, seja 2 meses ou somente 1 mês. E se o trabalhador não trabalhou nem um mês inteiro no último serviço, será estabelecido um salário para o cálculo da média.

O valor pago pelo benefício NÃO pode ser inferior a um salário mínimo.

ONDE SE RECEBE O SEGURO DESEMPREGO?

Se o beneficiário possuir uma conta pela Caixa Econômica Federal, o dinheiro cai automaticamente na conta, se não, você poderá receber pelas Loterias Caixa, autoatendimento caixa ou nos correspondentes do Caixa aqui.

Você também pode ler nosso guia completo sobre o seguro desemprego, clicando aqui.

Ficou alguma dúvida? Se sim, nos mande sua pergunta para nossa equipe, por e-mail ou pelos comentários.

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